Existem momentos raros em que sentimos um verdadeiro reinício da nossa essência — como se uma nova versão de nós mesmos tivesse nascido.
Uma versão moldada por experiências, feridas, manias, descobertas, amores e desamores. É o sinal de que um ciclo se encerra para dar espaço a outro.
A vida é assim: um movimento constante de transformações. Às vezes, sutis. Outras vezes, intensas — como mudar de país, adotar um novo estilo de vida ou descobrir uma nova forma de se relacionar com o mundo.
Cada mudança é também um convite. Um chamado para nos reinventarmos, para expandirmos nossa visão e para vivermos de um jeito mais autêntico.
Porque, no fundo, cada recomeço é uma oportunidade de nos aproximarmos ainda mais daquilo que realmente somos.
A plastificação das lembranças por meio da pressão da sociedade quanto ao status refletido nas Fotos
Ao presenciar duas pessoas posando para uma foto em meio a uma paisagem, ouço a seguinte conversa: "Tire a foto como se eu estivesse distraída." "Agora tire uma foto comigo como se eu estivesse olhando a paisagem e tivesse sido fotografada sem eu saber..." "Não tenho problema algum com a maneira como uma memória falsa pode ser retratada no futuro." Acredito que todos já tenham posado para uma foto com algum propósito, como uma foto profissional para o LinkedIn ou uma foto de aniversário, preferencialmente sorrindo. No entanto, ao entrar em um restaurante elegante ou não, percebo as pessoas se fotografando para registrar o local, a companhia ou a comida. No momento do clique, vejo sorrisos, mas ao me deparar com a foto tirada, percebo que os sorrisos se desvanecem e, pior ainda, noto o quão artificial é a composição da cena, em contraste com a comunicação humana genuína, substituída por uma interação através das redes sociais em meio a um jantar em fa...
Comentários
Postar um comentário